Botão do Pânico busca proteger mulheres da violência doméstica

Lançado em abril deste ano como forma de auxiliar mulheres vítimas de violência a se protegerem de agressões de ex-companheiros, o Botão do Pânico – dispositivo distribuído pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) que alerta sobre risco de violência quando acionado.

 

botao do panico

 

Em Vitória, as mulheres  que se sentem ameaçadas por ex-maridos, namorados ou companheiros e registram queixa,  contam com um mecanismo importante de proteção: o Botão do Pânico.O dispositivo faz parte de um projeto piloto lançado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJ-ES) em parceria com a Prefeitura. O objetivo é reduzir os altos índices de violência doméstica registrados na capital. recebem um botão do pânico para usarem no momento em que se sentirem ameaçadas. O aparelho denuncia o agressor no momento em que ele investe contra a vítima.O aparelho cabe na palma da mão. Quando a mulher aperta o botão, imediatamente dispara um alarme na central de monitoramento da Prefeitura. Na tela do computador aparece um mapa, mostrando onde estão a mulher e a viatura mais próxima.

No caminho, os policiais recebem pelo celular uma foto da vítima, da casa dela e do agressor. O equipamento também grava o som no local onde está a mulher. Além de transmitir o áudio ao vivo para o operador, ele também realiza a gravação para servir de prova.Só as mulheres que procuraram a polícia e conseguiram uma medida protetiva podem receber o botão do pânico. Essa medida é uma ordem da justiça que impede o agressor de se aproximar da mulher. Entretanto, é difícil fiscalizar se o homem está obedecendo a lei.

Mais de cem aparelhos já foram distribuídos em Vitória e três homens foram presos. Para a juíza que idealizou o projeto, Hermínia Azoury, o botão do pânico já evitou um número bem maior de agressões, porque ele inibe a ação dos homens violentos.”Os homens sabem que a mulher tem o botão do pânico e ele nem sequer se aproxima. O homem tem medo de prisão. Em princípio uma prisão em flagrante que pode se transformar em prisão preventiva e isso dá temor”, conclui a juíza.A mulher não tem prazo para devolver o equipamento. Ela fica com o botão do pânico até quando achar necessário.

 

 

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