Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos

“Os lírios continuam imóveis no campo. Eles lembram do horror daqueles dias passados. Ante a sombra das palmeiras o som do chicote ainda arde, as luzes das cadeias continuam a tremeluzir, o cheiro de asco ainda é forte. Caminhamos em direção ao futuro, infindo futuro, escuro, esperamos seu melhor momento. Caminhando em desalento pelo campo de lírios que ainda surgem manchados de sangue.”
– Victor Leonardo

Hoje, dia dez de dezembro, completa-se os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No entanto, o império da lei ainda não reina soberano, a família humana resta controversa, os atos bárbaros que ultrajaram a consciência da humanidade permanecem frescos na memória. Comemoramos hoje, mas lutaremos sempre.

Confira abaixo o texto de introdução da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana é o fundamento da liberdade, justiça e paz no mundo,

Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo no qual os seres humanos gozem de liberdade de expressão e de crença e da liberdade do medo e da miséria, foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum,

Considerando que é essencial, para que o Homem não seja obrigado a recorrer, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, que os direitos humanos sejam protegidos pelo estado de direito,

Considerando que é essencial para promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando que os povos das Nações Unidas, na Carta, reafirmaram a sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em maior liberdade,

Considerando que os Estados–Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, a promoção do respeito universal e observância dos direitos humanos e liberdades fundamentais,

Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da maior importância para o pleno cumprimento desse compromisso,

Agora, portanto,

A Assembleia Geral,

Proclama a presente Declaração Universal dos Direitos do Homem como um ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo–a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efetivos tanto entre as populações dos próprios Estados–membros como entre os povos dos territórios colocados sob a sua jurisdição.

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